Família, família janta junto todo dia nunca perde essa mania….

A relação familiar até que poderia ser simples assim como no verso desta música, observando uma rotina comum de um lar. Pendências emocionais na nossa família de origem se repetem de alguma forma no presente, a exemplo de uma pessoa que não tem relacionamentos saudáveis e vive brigando ou se isola do contato de outras pessoas. Certamente no passado, seja infância ou juventude, essa pessoa registrou a sensação de desamparo, de não ter suas necessidades emocionais atendidas.

familiaQuanto mais misturados emocionalmente formos a relação à família de origem, quanto mais sentirmos que precisamos ser iguais para reforçar o sentimento de pertencimento maior será o conflito na tomada de decisões. Isso ocorre na maioria das vezes sem a pessoa ter a consciência plena de como a família foi “culpada” em vários setores da vida. A escolha profissional é um bom exemplo.

De acordo com a teoria sistêmica familiar em todas as áreas de nossa vida afetiva, social, sexual, profissional e financeira recebemos a influência decisiva da família na qual fomos criados. Essa ligação varia dependendo da ordem de nascimento, da missão que recebe cada filho ao nascer. Isso por que são geradas diversas expectativas pelos pais, principalmente inconscientes, e que na maioria das vezes nem chega ser verbalizado para o filho, mas este apreende como um legado. “Este filho vai cuidar de mim quando eu ficar velho”, “este nunca irá se separar de mim”, “este irá seguir a mesma profissão de fulano”.

Estaríamos fadados a uma vida de entrelaces contínuos de passado e presente ao qual não existe uma saída? Mesmo para as pessoas que têm uma história pessoal com a família que podemos intitular de árdua, em sua dinâmica bastante desestruturada, há sim alternativas para a mudança. O ponto de partida pode ser entender melhor sua história pregressa e montar um quebra cabeça de entendimentos das razões que a levam comportar-se de determinada forma quando tem que passar por alguma situação no presente. A terapia é fundamental fazer as pazes com o passado e principalmente com os seus genitores. Lembrando que não existem vítimas ou carrascos na nossa história. 

Monique Martins Ferreira 

Psicóloga – CRP 05/39010

Gestalt terapeuta / Practioner em PNL /  Especialização em Terapia Familiar Sistêmica (em formação)

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